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CEO do Xbox diz que a empresa "não vai sobreviver" sem franquias novas

Num encontro interno, Asha Sharma cobrou IPs novas e franquias bilionárias, meses depois de cortar 3.200 vagas e liberar estúdios que faziam justamente isso.

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Após demissões, CEO de Xbox detalha plano para fazer a marca crescer
Imagem: Divulgação/Xbox

A CEO do Xbox, Asha Sharma, disse aos funcionários que a marca não vai durar se viver só de sucessos antigos. A fala foi num encontro interno com toda a equipe, e a transcrição chegou ao site Windows Central, que publicou os trechos em 12 de outubro. A transcrição não é oficial: segundo o site, ela chegou por mais de uma fonte de confiança.

“Não vamos sobreviver se só revivermos o passado”, disse Sharma, segundo o relato.

O que ela disse

Sharma dividiu o recado em duas partes. A primeira é apostar no que já funciona: “Estamos apoiando nossas franquias mais fortes”, afirmou, e disse querer que os grandes jogos da casa virem “franquias globais de um bilhão de dólares”. Na Microsoft, isso inclui Halo, Forza, Gears of War, Fallout, The Elder Scrolls, Call of Duty e Diablo.

A segunda parte é o alerta. Segundo ela, só reviver séries antigas não basta, e a empresa precisa de coragem para inventar IPs novas que alcancem públicos novos.

Sharma também falou em crescer com a King e com jogos casuais. A dona de Candy Crush vem perdendo espaço para concorrentes como Monopoly Go e Block Blast.

No mesmo encontro, ela voltou a falar em “simplificar” os estúdios, citando a ida de Halo para a estrutura da Activision, e deu a entender que outras mudanças podem vir. Também disse que o negócio voltou a crescer depois de uma “queda livre” ligada à estratégia anterior do Game Pass, e que a próxima geração do Xbox será uma “família de aparelhos”, porque “não existe um aparelho que sirva para todo mundo”.

Por que a fala soa contraditória

Sharma assumiu o Xbox em fevereiro, quando Phil Spencer se aposentou. Ela veio da área de inteligência artificial da Microsoft. Em 6 de julho, mandou aos funcionários o memorando “Resetting Xbox”, anunciando a maior reestruturação da história da marca: cerca de 3.200 vagas cortadas ao longo do ano fiscal de 2027, que vai até junho, sendo 1.600 de imediato. Na época, ela disse que o negócio “não está saudável”.

O memorando também tirou quatro estúdios da Microsoft. Dois deles, Double Fine e Compulsion Games, viraram independentes e levaram seus jogos. A Double Fine é a casa de Psychonauts e Keeper. A Compulsion fez South of Midnight. São exatamente o tipo de estúdio que cria IPs novas. Antes disso, em 2025, a Microsoft já tinha cancelado o Project Blackbird, um MMO original da ZeniMax Online.

Por isso, parte da imprensa recebeu o discurso com desconfiança: a empresa pede jogos originais depois de abrir mão de quem os fazia. Entre os projetos novos que seguem em produção estão Clockwork Revolution, RPG da inXile, e OD, de Hideo Kojima, que a Xbox publica.

O que muda para quem joga

Por enquanto, nada de concreto. Não houve anúncio de jogo novo nem mudança no Game Pass. A fala indica a direção: as grandes séries continuam no centro, e a Microsoft diz querer voltar a arriscar em ideias novas. O teste vai ser ver quantas dessas ideias aparecem nos próximos eventos do Xbox.

Fontes: Windows Central, GameSpot, GamingBolt e Aftermath.

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João Alberto

Editor · Novo Save

Joga de tudo um pouco, com tempo demais em Tarkov PvE, GTA Online e no Switch. Escreve guias testando cada rota antes de publicar.